quarta-feira, 20 de março de 2013

Inocentemente confidencial.






                Certa vez parei para ouvir uma criança, e com toda sua inocência acabou confidenciando-me um sentimento. Estranho, até. Sentimento que a tomava pela mão, sim, pela mão e mostrava a beleza de um céu nublado. Disse-me que enquanto olhava as nuvens sem entender, o sentimento tentava mostrar o quão bonito poderia ser aquele momento se ela conseguisse ver além das nuvens. Mostrou-lhe as inúmeras constelações daquele céu nublado. Ela olhou, entendeu, sorriu...
               Enquanto atenciosamente emprestava meu tempo àquela criança, quis olhar pro céu, e tão doce quanto sonhar, pude entender que em algum lugar aquele pequeno ser chegou, pelo sorriso que sem muito esforço, deixou escapar.
               Aquele segredo, a mim confidenciado, serviu de inspiração para expressar o que guardo comigo. O quê? Quando? Não sei!
               A única coisa que sei é que o tempo certo guarda as coisas certas, assim como aquela criança ainda guarda para si, o que viu além das nuvens. 







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