terça-feira, 26 de novembro de 2013

Paz






Malas prontas, coração guardado, dia chuvoso e dentro de mim, sol, esperança. Alívio.
Um final de semana nublado, todos guardados pela cobertura da varanda esperando o dia clarear, a chuva passar, e dentro de mim, sol, na expectativa que tudo seria diferente, que tudo faria diferença, em especial essa estrela dita “central do sistema solar”, que brilhava dentro de mim e me alertava que apesar de não vê-la, lá estava ela, me esperando. Um leve sorriso.
Fechei meus olhos, juntei minhas mãos em sinal de fé, agradeci. Abri os mesmos e num momento tão peculiar, fixando-me em uma criança, reconheci mais uma vez que a resposta estava ali. Sol e lágrimas de alegria.



“... Sol que me traz a calma
Abraça-me com sua luz
E dá-me paz a alma.”
(Tião Nascimento)

sábado, 30 de março de 2013

Era uma vez...









               Há dias em que precisamos ir além de escolhas, vivo dias como esse. Eles têm me pedido atitudes, ações, e brigam comigo quando insisto em ser reação.
               É difícil, mas não impossível. É o melhor.
               Alguns esforços (em vão) mostram minhas tentativas falhas de mudar, entendível, pois sozinha é quase impossível, mas a história pode começar, se eu quiser e permitir que me ajudem.
               “Mostra-me que vai valer a pena, e eu permito” NÃO!
               “Deixa-me mostrar que, permitindo, posso fazer valer!” ISSO! Atitudes, sozinha, mas bem acompanhada.
               Por fim, e na verdade, falho quando penso que tais atitudes falhas são, de fato, falhas, pois no fundo cada uma me ajuda a entender que o caminho escolhido, não é o melhor.
               Cada próximo passo existe o "Era uma vez..."

quarta-feira, 20 de março de 2013

Inocentemente confidencial.






                Certa vez parei para ouvir uma criança, e com toda sua inocência acabou confidenciando-me um sentimento. Estranho, até. Sentimento que a tomava pela mão, sim, pela mão e mostrava a beleza de um céu nublado. Disse-me que enquanto olhava as nuvens sem entender, o sentimento tentava mostrar o quão bonito poderia ser aquele momento se ela conseguisse ver além das nuvens. Mostrou-lhe as inúmeras constelações daquele céu nublado. Ela olhou, entendeu, sorriu...
               Enquanto atenciosamente emprestava meu tempo àquela criança, quis olhar pro céu, e tão doce quanto sonhar, pude entender que em algum lugar aquele pequeno ser chegou, pelo sorriso que sem muito esforço, deixou escapar.
               Aquele segredo, a mim confidenciado, serviu de inspiração para expressar o que guardo comigo. O quê? Quando? Não sei!
               A única coisa que sei é que o tempo certo guarda as coisas certas, assim como aquela criança ainda guarda para si, o que viu além das nuvens. 







domingo, 3 de março de 2013

Simples, assim...










É estranho ver as pessoas esperando acontecimentos mirabolantes para estarem certas que Deus está ali, presente, agindo. Não conseguem perceber que grandes milagres aconteceram de formas tão simples... Simplicidade essa que já estava presente no início de tudo, em nós. O barro e um sopro.


No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude. (Henry Wadsworth Longfellow)